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Diamantina, Serro e as paisagens inspiradas pelo universo de Guimarães Rosa (1908-1967) serão o centro de uma investigação internacional sobre arquitetura, patrimônio cultural e território. A partir desta terça (30/6) até o dia 7/7, um grupo formado por arquitetos, pesquisadores e especialistas latino-americanos percorre diferentes regiões de Minas Gerais para estudar as relações entre natureza, história, cultura e urbanização.

A iniciativa faz parte da expedição “Minas Gerais: Natureza, História e Cultura”, realizada como preparação para o II Congresso Cultura Proyectual, encontro latino-americano de arquitetura e urbanismo que será sediado pelo Brasil em dezembro, na Universidade de São Paulo. Com o tema “Território como Projeto”, o congresso pretende discutir formas de compreender e transformar territórios a partir da arquitetura e do urbanismo.

Segundo o material de divulgação, um dos principais destinos da expedição será Diamantina, visitada pelos pesquisadores nos dias 3 e 4 de julho. Reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade, a cidade será analisada por suas características arquitetônicas, históricas e urbanísticas, construídas em um território marcado pelos desafios geográficos da região.

Além de Diamantina, o grupo também passará por municípios associados à chamada paisagem Roseana, referência ao universo literário de João Guimarães Rosa e às paisagens do sertão mineiro retratadas em sua obra.

Serro também está no roteiro e será visitada também no dia 03 de julho. As pesquisas terão como foco a relação entre arquitetura, território e identidade cultural.

A escolha do território mineiro está ligada à proposta do congresso de investigar paisagens latino-americanas como desafios de projeto arquitetônico e urbanístico. O roteiro contempla áreas do Cerrado, antigas regiões mineradoras e cidades que revelam diferentes formas de ocupação humana ao longo da história.

A expedição também dialoga com os 70 anos da publicação de Grande Sertão: Veredas, obra considerada uma das mais importantes da literatura brasileira e que tem o sertão mineiro como cenário fundamental.

Ao longo do percurso, os pesquisadores vão analisar elementos relacionados ao patrimônio, à ecologia, à geografia, à história, à literatura, à fotografia e à cultura. A proposta é reunir diferentes áreas do conhecimento para compreender como os territórios podem ser pensados como projetos vivos e em constante transformação.

A expedição reúne cerca de 15 participantes, entre representantes do Icomos Brasil, pesquisadores convidados e integrantes de seis universidades latino-americanas responsáveis pela organização do congresso.

Participam da iniciativa instituições como a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo, a Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, além de universidades do Chile, Uruguai e México.

O percurso começa em Belo Horizonte, com um seminário sobre natureza, história e cultura, além de uma visita ao Conjunto Moderno da Pampulha. Ao longo de uma semana, os pesquisadores passarão por cidades históricas, áreas naturais e espaços ligados à memória cultural mineira