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O Dia Mundial do Orgulho Autista, celebrado nesta quinta-feira (18/6), busca mudar a forma como a sociedade enxerga o autismo.

A data, criada por movimentos de pessoas autistas, reforça que o Transtorno do Espectro
Autista (TEA) não deve ser visto como uma doença a ser curada, mas como
uma condição neurológica que faz parte da diversidade humana.
Mais do que uma data de conscientização, o movimento defende o respeito
às diferentes formas de comunicação, aprendizagem e interação. A
proposta é combater o capacitismo, o preconceito, e fortalecer a
participação social, a autonomia e a garantia de direitos das pessoas
autistas.
Para o vice-presidente da Autistas Brasil, Associação Nacional para
Inclusão das Pessoas Autistas, Arthur Ataide, a data é uma oportunidade
para ampliar a compreensão sobre a neurodiversidade e reconhecer as
diferentes formas de existir.

“Falar em orgulho autista é falar sobre
dignidade, pertencimento, participação social e garantia de direitos. O autismo não deve ser visto apenas sob a ótica das limitações, mas também da diversidade humana”, afirma.

A entidade destaca que a inclusão depende de ações concretas, como o
fortalecimento de políticas públicas, a ampliação do acesso à educação
inclusiva, oportunidades no mercado de trabalho e atendimento adequado
nas áreas de saúde e assistência social.
Quais os direitos das pessoas autistas no Brasil?
Outro ponto importante é o acesso aos direitos garantidos por lei. Pessoas
com TEA são reconhecidas como pessoas com deficiência para todos os
efeitos legais no Brasil e podem ter acesso a benefícios, atendimento
prioritário e políticas públicas específicas.
Entre os recursos de apoio está o Cordão de Girassol, utilizado por pessoas
com deficiências ocultas, incluindo muitas pessoas autistas. O símbolo
ajuda a sinalizar que aquela pessoa pode precisar de compreensão,
atendimento diferenciado ou mais tempo em determinadas situações.
Diagnóstico traz dúvidas e exige acolhimento às famílias
Além do olhar da sociedade, o Dia do Orgulho Autista também chama
atenção para o papel das famílias no processo de descoberta e
acompanhamento do TEA. Receber um diagnóstico pode despertar
dúvidas, inseguranças e preocupações sobre o futuro, principalmente
quando faltam informações confiáveis.

O acompanhamento pode envolver diferentes profissionais, como
neurologistas, psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas
ocupacionais. O objetivo é oferecer suporte para o desenvolvimento de
habilidades e melhorar a qualidade de vida, sempre respeitando as
características de cada pessoa. (O Tempo/Edição Folha)